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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Pagar pau pra estrangeiro:coisa de alguns brasileiros deslumbrados



Para melhor entender este post a palavra classe média deve ser trocada por brasileiros deslumbrados. Por sorte, nem todos nós somos deslumbrados mas esta parte do povo brasileiro existe e nos causa vergonha assim como os ufanistas e excessivamente patrióticos. Os deslumbrados, como bem cita o texto adoram, pagar pau para estrangeiros. Não somos o Afeganistão mas nem o primeiro-mundo como alguns imaginam e equilíbrio ao comentar sobre o nosso país e nosso povo seria uma boa pedida.

¨Se existe um tipo de pessoa pela qual a Classe Média nutre a mais sincera devoção e idolatria, estes são os gringos. Gringos, para o médio-classista, são como seres de outro mundo, seres iluminados de uma esfera superior, de um planeta onde tudo é ao contrário do Brasil: não há pobres, o trânsito funciona, todo mundo é educado, as ruas são limpas e todo mundo é bonito e veste marcas conhecidas.
Quando um gringo vem ao Brasil, a Classe Média se apressa em fazê-lo se sentir o mais confortável possível. Ele passa a ser o centro das atenções. Se for um intercambista, ficará no melhor quarto da casa do hospedeiro. A comida terá um incremento inédito de qualidade, a limpeza será realizada com o maior apuro possível, e muitas vezes até a decoração terá que mudar, de modo a denotar que os donos da casa, apesar de brasileiros, possuem refino e bom gosto. Se for turista, fará também a alegria dos comerciantes em geral.


Nossa Classe Média mostrará como podemos ser um povo bem hospitaleiro (aliás, esta talvez seja a única situação na qual o médio-classista se incluirá na definição de "povo"). O gringo se surpreenderá com o esforço que as pessoas farão para se comunicar com ele em inglês, ao invés de ele ter que seguir o caminho normal, aprendendo um mínimo do idioma local. O gringo será sempre a companhia mais desejada em público. O status de ser amigo de um estrangeiro, entre a Classe Média, não tem preço. Se você tiver esse privilégio, aprendiz de médio-classista, terá que fazê-lo demonstrando, com o olhar e o sorriso altivo, aquele sentimento de estar um patamar acima dos seus iguais. Enquanto for coadjuvante de gringo, você despertará a inveja e o respeito nos corações da Classe.
Logicamente, para se encaixar na categoria “gringo”, nem todo estrangeiro é permitido. A prioridade, claro, é para estadunidenses e europeus ocidentais. Depois vêm os naturais de países anglófonos “de primeiro mundo”, seguido pelos asiáticos “de primeiro mundo”. Pessoas de países em situação econômica pior que a do Brasil não são facilmente aceitas nesta condição. Neste caso, é bom que seja uma pessoa loira. Mas, na falta de um gringo "tipo A" para esfregar na cara do resto da Classe Média, até argentino está valendo.¨

4 comentários:

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  2. Suas postagens traduzem com EXATIDÃO o que sempre percebi da relação brasileiros-estrangeiros. Muito bom seu blog. As matérias sobre a imagem das brasileiras no exterior e o status de se casar com um gringo - mesmo que este seja em seu país de origem um 'peão' - descrevem o que de fato ocorre. Graduei-me em engenharia na Alemanha e trabalhei alguns anos lá e o que vi era exatamente isso. Sentia tanta vergonha, me sentia enojada do comportamento dos brasileiros - então, decidi me isolar de qualquer contato com brasileiros. Deparei-me com os tipos de brasileiros:a brasileira de baixa instrução, que se veste vulgarmente, não sabe se portar de modo íntegro, sempre ter que apelar para a sensualidade mais vulgar que há. Paradigma: Inês Brasil..
    os brasileiros descendentes de europeus - na universidade conheci alguns cujos avós ou bisavó tinham imigrado para o Brasil. Este tipo de brasileiro ja apresenta instrução maior, este tipo se adequa ao deslumbrado de classe média que se acha europeu pq ter conseguido a dupla cidadania em decorrência de alguma parente ou alguma menida de classe media alta que casou com um gringo spenas pelo blue card, pq dinheiro ela ja tem. Este tipo não gosta e não se mistura com o tipo cacador vulgar de gringos . Porém, por mais que quisessem se passar por europeus não conseguiam, parecia mais uma caricatura de colonizado. Primeiro, que a cultura alema não cultua a ostentação via bens materiais como é no Brasil, este comportamento tipico de se acreditar superior pq tem um iphone 20 e humilhar quem não tem, ou de ter um blue card , só vi entre brasileiros, marroquinos e africanos. Nem mesmo os demais latinos são tão baixos, vis e mesquinhos. Conheci pessoas muito íntegras e honestas do chile e do mexico.Sentia muito vergonha destes dois tiposbrasileiros e sempre mantive distância. Construí algumas amizades com alemães; colegas de trabalho - diga-se, sem pagar pau pra ninguem, ou bancar o exótico ( pq há muitos alemães, os multiculturalistas, que adoram ter um amigunho exótico de cada continente pra mostrar q é tolerante e postar no fb ou irritar a familia conservadora q em geral tem, com razao, alguma desconfiança de certos estrangeiros que vão sugar welfare state deles) . Depois de um tempo de trabalho com relações sociais e pessoais estabelecidas, alguns vieram até a mim e revelaram que eu não parecia brasileira. Não gostava de samba, capoeira, caipirinha, carnaval, não me vestia vulgar, não tinha cabelo comprido ate o chão preto azulado , ainda que eu tinha fluência em 3 idiomais além do português e que meus conhecimentos eram altos e aprofundados sobre literatura, politica e temas da cultura e era uma pessoa conservadora - muitos n conheciam nada de conservadorismo sobretudo o ingles o qual simpatizo. Disse-lhes que tinha, sim, outras pessoas como eu no brasil. Mas eles avaliam, claro, com o que se deparam frequentemente por la.

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  3. é bom ressaltar que havia , sim, ja muitos alemaes e escandinavos que viam as brasileiras como todas putas e fáceis. Porque esta imagem das mulheres em frança, espanha, portugal e italia já está mais do que consolidada. É pra esses povoé uma caracteriticas quase inata da mulher brasileira. Em Portugal, ou vi dizer sobre filhas crianças de brasileiras" filhas de brasileiras putinhas são'! A erotização precoce das nossas crianças dá margem a comentários desse nível.
    Sobre as feministas brasileiras - a maioria sem qualquer historico de assédio- são em geral cllasse media, classe media lata que nunca pegou onibus no Brasil, ou nunca passaram em frente a p´redio em obras, Só conhecem pedreiros de ouvi dizer. O curiso é que as feministas de classe media e classe media alta - aquele tipo cool, poliglota não gostam e não se misturam com as mulheres esteticamente vulgares, que rebolam até o chao, mas agem do mesmo modo que essas ...
    outra coisa q percebi la tb foi isso: uma coisa é vc ser européia e ter sua liberdade sexual, fazer uso disso sem ser taxada de puta. Outra é vc ser latina e querer usar desta liberdade sexual la e querer ser vista como a emancipada. Não cola. Alemã com liberdade sexual: emancipada, latina com liberdade sexual: é puta.
    Pra finalizar, somos no exterior, o q somos em nossa pátria, nossa índole nos acompanha sestamos la ou ca. Nunca gostei de balada ou frequentar boate no brasil e do mesmo modo foi la na Alemanha. Nunca fiz nada pra me passar por moderninha, ou ser aceita, ou para exibir uma amiguinho gringo. Isto so revela o espirito do nosso povo. a sociedade brasileira foi erigida em parte sob muita inveja, ressentimento e dissimulação.

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  4. O nível de bajulação é diretamente proporcional à latitude de origem e o tom de loiro. Quanto mais nórdico e quanto menos melanina, mais bajulação.
    Brasileiro também tem fetiche com sobrenome.
    Quanto mais difícil a escrita e a pronúncia, mais a pessoa se torna interessante... Haha!

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